Protocolo de Manchester orienta classificação de risco no Pronto Atendimento do Hospital Unimed Noroeste/RS
O Pronto Atendimento do Hospital Unimed Noroeste/RS registra, em média, cerca de três mil atendimentos por mês, considerando diferentes condições de saúde e níveis de gravidade. Para qualificar ainda mais a assistência, especialmente nos casos de urgência e emergência, a instituição adotou, neste ano, nova classificação de risco baseada no Protocolo de Manchester, sistema internacional utilizado para identificar a gravidade do quadro clínico e estabelecer a prioridade do atendimento. O Protocolo de Manchester é amplamente utilizado por hospitais do Brasil, incluindo instituições de referência em saúde.
A classificação de risco não considera apenas a ordem de chegada, mas o quadro clínico e a gravidade de cada paciente. Ao chegar no Pronto Atendimento, o usuário do serviço passa por uma avaliação inicial, com a verificação dos sinais vitais e analise dos sintomas apresentados. A partir dessa avaliação, o paciente recebe uma classificação por cores, que indica o nível de prioridade e o tempo máximo de espera recomendado.
Cor correspondente ao nível de urgência – A classificação vermelha, indica os casos de emergência, com risco de morte e necessidade de atendimento imediato. Já a cor laranja corresponde a situações muito urgentes, com risco significativo e tempo recomendado de espera de até 20 minutos. Na amarela, identificam-se os casos urgentes, sem risco imediato, mas que necessitam de atendimento rápido, com espera recomendada de até 60 minutos. A verde corresponde a situações pouco urgentes, sem risco imediato de morte, com tempo recomendado de espera de até 120 minutos. Por fim, a azul é destinada aos casos não urgentes, que podem aguardar, com tempo recomendado de espera de até 240 minutos.
A adoção desse sistema também está relacionada ao aumento da procura por atendimentos que não caracterizam situações de urgência ou emergência. Embora esses pacientes também sejam atendidos quando procuram o Pronto Atendimento, os casos classificados como vermelho, laranja e amarelo têm prioridade, justamente por apresentarem maior risco e necessidade de intervenção rápida. A classificação de risco pode ser alterada conforme a evolução do quadro enquanto o paciente aguarda o atendimento médico. 
Em situações como acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio e sepse, entre outras condições graves, o tempo pode ser determinante para reduzir riscos e preservar vidas. “Por isso, a classificação de risco permite organizar o fluxo assistencial de acordo com a gravidade dos casos, direcionando a atenção da equipe para aqueles que precisam de intervenção com maior rapidez. Dessa forma, a equipe consegue direcionar maior prioridade aos casos que apresentam maior gravidade e necessidade de intervenção rápida”, explica o diretor Clínico do Hospital Unimed Noroeste/RS, médico Rodrigo Alessandro Rodrigues da Silva.
Para situações que não apresentam características de urgência ou emergência, a orientação é buscar atendimento médico em consultório. Isto contribui para que o Pronto Atendimento possa concentrar casos que efetivamente necessitam de atendimento imediato ou prioritário. Caso o paciente procure o Hospital mesmo em situações de menor gravidade, ele será atendido, mas poderá aguardar por mais tempo, conforme a prioridade dos demais casos.

